já se sabe, não dá com nada.
estar doente em tempo da gripe da moda é o que se pode chamar de "raixparta a sorte"...
é oficial, o pânico tomou o país de assalto e por cá ficou, qualquer sintoma (que até aqui não era mais que "um-qualquer-sintoma-de-qualquer-outra-coisa-sem-importância-de-maior) que se aproxime dos já anunciados da dita cuja é sinal de alarme.
ora, dito isto, também eu me alarmei.
amarelado na triagem, mascara na cara e sala de isolamento.
sozinho.
depois chegou um. e outro.
3. um tipo que passasse musica e tínhamos um baile de máscaras.
nada de gripe a, b ou c, toda a semana em casa a conselho do médico, sem trabalhar. e sem ter noticias do Sporting, a conselho de alguns amigos.
obrigado pelas mensagens de melhoras ;)
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
A rua
está sozinha.
Abandonada de virtudes E de rostos
A rua perde-se no traço e na curva Funde-se na sombra
porque
a Rua já não se importa A rua escreve
passos de memória e de gentes
Nua de sentido Vazia de cor Gasta de vida
meus senhores Apresento-lhes a rua
sem praça sem número Sem graça
Abandonada de virtudes E de rostos
A rua perde-se no traço e na curva Funde-se na sombra
porque
a Rua já não se importa A rua escreve
passos de memória e de gentes
Nua de sentido Vazia de cor Gasta de vida
meus senhores Apresento-lhes a rua
sem praça sem número Sem graça
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Mergulhou
de braços abertos
peito feito e fez-se ao mar
fundo, até onde se permitiu Até que a coragem cedeu
até ao Medo não se dizer seu
e Ele
não ser mais Eu
peito feito e fez-se ao mar
fundo, até onde se permitiu Até que a coragem cedeu
até ao Medo não se dizer seu
e Ele
não ser mais Eu
terça-feira, 13 de outubro de 2009
de volta à escola
e às inocências, divertidas inocências.
Que idade tens, pergunto eu
seis diz ele
mentira! cinco, diz a turma
seis, fiz seis ontem em casa!
não comecei de inicio, mas o meu inicio começa agora.
não sei por quanto tempo, não sei se até ao fim. se gosto, se gostam.
sei uma coisa. é bom estar de volta ;)
Que idade tens, pergunto eu
seis diz ele
mentira! cinco, diz a turma
seis, fiz seis ontem em casa!
não comecei de inicio, mas o meu inicio começa agora.
não sei por quanto tempo, não sei se até ao fim. se gosto, se gostam.
sei uma coisa. é bom estar de volta ;)
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Deste-me saudade
não mais que ontem nem amanha
não mais que todos os dias em que te procuro
à mesa
sentado a olhar
para onde não estás
Deste-me saudade. porque pensar na partida é caminhar até ao precipício da mágoa
e do vazio
Deste-me mais saudade quando te falei e não te ouvi
Quando precisei de um motivo para calar a dor e os argumentos faltaram
PORQUE SIM.
Porque quis que fizesse sentido sem o procurar, sem o ter.
Quis dizer-te
que o tempo corre devagar
que o tempo tem tempo
mas calei-me. mas deixei-me estar.
deixei de acreditar antes de falar
E o tempo calou.
Porque nos foi roubado.
Porque desapareceu o abraço, e não me cruzo em ti.
Quis pois, negar-me. Nem nisso me aceitei
Quis chamar-te e esperar-te de volta, esperar a tua voz cansada de mais um dia.
Mas a voz. A voz.
A voz não tem lugar neste quarto, nesta casa imensa e vazia de ti
Quis ouvir-te perguntar Como estás Como corre
e orgulhar-te na resposta. sorrir-te na resposta.
Deste-me saudade. Não é de agora. não é.
mas de todos estes malditos dias em
que te recordo e
não te deixo apagar
não te deixo partir
não te deixo não te deixo
nestes negros, malditos negros e longos dias
em que te olho na indiferente moldura e
me enches de saudade.
não mais que todos os dias em que te procuro
à mesa
sentado a olhar
para onde não estás
Deste-me saudade. porque pensar na partida é caminhar até ao precipício da mágoa
e do vazio
Deste-me mais saudade quando te falei e não te ouvi
Quando precisei de um motivo para calar a dor e os argumentos faltaram
PORQUE SIM.
Porque quis que fizesse sentido sem o procurar, sem o ter.
Quis dizer-te
que o tempo corre devagar
que o tempo tem tempo
mas calei-me. mas deixei-me estar.
deixei de acreditar antes de falar
E o tempo calou.
Porque nos foi roubado.
Porque desapareceu o abraço, e não me cruzo em ti.
Quis pois, negar-me. Nem nisso me aceitei
Quis chamar-te e esperar-te de volta, esperar a tua voz cansada de mais um dia.
Mas a voz. A voz.
A voz não tem lugar neste quarto, nesta casa imensa e vazia de ti
Quis ouvir-te perguntar Como estás Como corre
e orgulhar-te na resposta. sorrir-te na resposta.
Deste-me saudade. Não é de agora. não é.
mas de todos estes malditos dias em
que te recordo e
não te deixo apagar
não te deixo partir
não te deixo não te deixo
nestes negros, malditos negros e longos dias
em que te olho na indiferente moldura e
me enches de saudade.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
pensamos
e pensamos no plural, porque arcar com a afirmação pesa.
e pensamos e pensamos e não nos calamos
não olhamos à volta, não olhamos não olhamos
e só vemos que nada está e nada é aquilo que é. e negamos.
e rejeitamos.
e troçamos da Puta de sorte a minha! e outros que bem estão e eu que
mal me sinto.
eu que mal respiro e eu que mal me vejo
reencontrar a dúvida e dizê-la certeza com um amargo de boca
mais não é que o produto de um pensamento que se esgota nas palavras e se esgota em mim;
e pensamos.
pensamos,
há algo.
novo. neste chão. está mais alto, caminha-se de vertigens e de viagens por desvendar.
caminha-se de uma varanda para outra. de um para outro. bar, onde a letra
flui numa
voz de anjo sem asas sem nada.
onde a filha de alguém aproxima o que não está ao alcance do mais complexo pensamento.
onde o pregão ecoa um convite que afasta a noite e junta os imprevisíveis
e pensamos e pensamos e não nos calamos
não olhamos à volta, não olhamos não olhamos
e só vemos que nada está e nada é aquilo que é. e negamos.
e rejeitamos.
e troçamos da Puta de sorte a minha! e outros que bem estão e eu que
mal me sinto.
eu que mal respiro e eu que mal me vejo
reencontrar a dúvida e dizê-la certeza com um amargo de boca
mais não é que o produto de um pensamento que se esgota nas palavras e se esgota em mim;
e pensamos.
pensamos,
há algo.
novo. neste chão. está mais alto, caminha-se de vertigens e de viagens por desvendar.
caminha-se de uma varanda para outra. de um para outro. bar, onde a letra
flui numa
voz de anjo sem asas sem nada.
onde a filha de alguém aproxima o que não está ao alcance do mais complexo pensamento.
onde o pregão ecoa um convite que afasta a noite e junta os imprevisíveis
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
voltei ao topo da montanha
uma de muitas que imaginei
em tempos de puto
E grande que era a coragem
e a montanha
ali imponente e adormecida
que me fascinava me fazia desenhar ventos e
a ela me fazer Homem
pouco mais que puto Homem agora
e eu e a montanha e
a audácia destas mãos que ja cresceram
e ganharam rugas que
não sonham mais do mesmo.
ela e eu. os dois aqui. parte de mim esteve
sempre aqui Se alguma vez daqui saí
em tempos de puto
E grande que era a coragem
e a montanha
ali imponente e adormecida
que me fascinava me fazia desenhar ventos e
a ela me fazer Homem
pouco mais que puto Homem agora
e eu e a montanha e
a audácia destas mãos que ja cresceram
e ganharam rugas que
não sonham mais do mesmo.
ela e eu. os dois aqui. parte de mim esteve
sempre aqui Se alguma vez daqui saí
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