quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Impressionante

é a palavra que melhor descreve a arte genial de Kseniya Simonova, uma jovem que venceu a versão ucraniana de "Britain's got talent". Impossível não ficar tocado com as imagens. Obrigado Cristina pelo mail magnifico ;)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A noite

sem convite e sem anúncio

surge A noite sem cerimónia.



Apregoa promessas Ilusões cantadas em trova
de engano e cegueira.

Mente Esconde Disfarça Troça

anula os imperfeitos E quem são os imperfeitos
se não a guarda de versos feitos?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Estar doente

já se sabe, não dá com nada.

estar doente em tempo da gripe da moda é o que se pode chamar de "raixparta a sorte"...

é oficial, o pânico tomou o país de assalto e por cá ficou, qualquer sintoma (que até aqui não era mais que "um-qualquer-sintoma-de-qualquer-outra-coisa-sem-importância-de-maior) que se aproxime dos já anunciados da dita cuja é sinal de alarme.

ora, dito isto, também eu me alarmei.

amarelado na triagem, mascara na cara e sala de isolamento.

sozinho.

depois chegou um. e outro.

3. um tipo que passasse musica e tínhamos um baile de máscaras.

nada de gripe a, b ou c, toda a semana em casa a conselho do médico, sem trabalhar. e sem ter noticias do Sporting, a conselho de alguns amigos.

obrigado pelas mensagens de melhoras ;)

domingo, 8 de novembro de 2009

A rua

está sozinha.

Abandonada de virtudes E de rostos


A rua perde-se no traço e na curva Funde-se na sombra

porque

a Rua já não se importa A rua escreve

passos de memória e de gentes



Nua de sentido Vazia de cor Gasta de vida

meus senhores Apresento-lhes a rua

sem praça sem número Sem graça

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Mergulhou

de braços abertos

peito feito e fez-se ao mar

fundo, até onde se permitiu Até que a coragem cedeu


até ao Medo não se dizer seu

e Ele

não ser mais Eu

terça-feira, 13 de outubro de 2009

de volta à escola

e às inocências, divertidas inocências.

Que idade tens, pergunto eu

seis diz ele

mentira! cinco, diz a turma

seis, fiz seis ontem em casa!

não comecei de inicio, mas o meu inicio começa agora.

não sei por quanto tempo, não sei se até ao fim. se gosto, se gostam.

sei uma coisa. é bom estar de volta ;)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Deste-me saudade

não mais que ontem nem amanha

não mais que todos os dias em que te procuro

à mesa

sentado a olhar

para onde não estás

Deste-me saudade. porque pensar na partida é caminhar até ao precipício da mágoa

e do vazio

Deste-me mais saudade quando te falei e não te ouvi

Quando precisei de um motivo para calar a dor e os argumentos faltaram

PORQUE SIM.

Porque quis que fizesse sentido sem o procurar, sem o ter.

Quis dizer-te
que o tempo corre devagar
que o tempo tem tempo

mas calei-me. mas deixei-me estar.
deixei de acreditar antes de falar

E o tempo calou.

Porque nos foi roubado.

Porque desapareceu o abraço, e não me cruzo em ti.

Quis pois, negar-me. Nem nisso me aceitei



Quis chamar-te e esperar-te de volta, esperar a tua voz cansada de mais um dia.

Mas a voz. A voz.

A voz não tem lugar neste quarto, nesta casa imensa e vazia de ti

Quis ouvir-te perguntar Como estás Como corre

e orgulhar-te na resposta. sorrir-te na resposta.


Deste-me saudade. Não é de agora. não é.

mas de todos estes malditos dias em

que te recordo e

não te deixo apagar

não te deixo partir

não te deixo não te deixo

nestes negros, malditos negros e longos dias

em que te olho na indiferente moldura e

me enches de saudade.