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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

fui procurar a felicidade

bati à porta e entrei

sem pedir Posso porque a felicidade gosta de ser surpreendida

procurei, a felicidade não estava.

Encontrei o Vazio, Boas disse eu Por cá disse ele

E mais me disse, que a felicidade tinha ido de férias com o Acaso,

que por acaso se encontrava Algures.

E ali fiquei. como encontro eu a Felicidade perguntei.

o Vazio nada me disse, encolheu-se e seguiu para nenhures.



ao fechar a porta encontrei a Dúvida que se passeava com o Medo, mãos bem apertadas

passaram e fizeram conversa. fiz-me desapercebido.

e por ali continuei encolhido, quase sumido e quase sem saber de mim.

eis que ela chega, a Oportunidade. esperas a felicidade perguntou

e acrescentou Ela está por ai, matreira e preguiçosa não trabalha mas faz-se trabalhar

procura-a, e quando menos esperares, ela acaba por Te encontrar.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

atirei-me ao chão

de alto a baixo, deixei-me cair

tombar e forçar-me à velha tábua que
sustenta este moribundo

que se deixa cair

que não se quer levantar

porque no chão é mais

e mais é chão e choro e noite.

dei por mim caído, sem saber porquê POR QUEM?

e lá, como aqui, nada mais. Ninguém.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

a porta ficou aberta

entreaberta, para que entres sorrateira

para

que te chegues aqui e te encontres

que não fujas mais de ti nem tão pouco te persigas

para que sejas e me inventes

de novo.