Sempre despertou em mim uma magia especial.
Era Natal, e era suposto dizer-mos que somos felizes e que tudo vai bem. Era tão utópico quanto obrigatório acreditar que por um dia tudo estava bem.
E por um dia, todos acreditamos.
Devo ter sido um crente na elaborada teoria do pai natal durante uma mão cheia de anos. Uma ou duas.
O primeiro Natal que me lembra a memória terá sido pelos meus três, quatro anos.
Do carro de bombeiros da loja do senhor Segura que não recebi, do primeiro presépio que me lembro de fazer, um Baltazar cuja cabeça fiz questão de partir, mas nem por isso deixava de figurar em tão belo quadro.
Um baú cheio de recordações. Uma delas, talvez a mais nostálgica, a minha avó que fazia filhós junto à lareira, me ensinava a arte de colocar açúcar e canela, me dizia Não comas que ainda está quente, e me fitava com aqueles olhos marotos quando não comia de boca fechada.
O meu Natal era assim. Continua a ser, porque nós, pequenos caminhantes, temos o dom mágico de guardar para sempre o que nos convém.
Dizia eu, O meu Natal era assim. E sempre o senti muito meu.
Lembro-me de a mesa ser pequena para tanta gente, mas havia sempre, sempre lugar para quem mais viesse. Também para ouvir teorias sobre o fim dos tempos dos meus avós A saúde isto A saúde aquilo E para o ano talvez já por ca não estejamos. Mas estavam. A sapiência popular não é a ciência exacta que faz crer.
Ao longo dos anos vi desaparecer alguns pratos da mesa, deixei de ter companhia na lareira e com isso, sem filhós onde pôr açúcar e canela. O baltazar já tem cabeça, mas já não é o mesmo dos meus três, quatro anos. O pinhal onde me aventurava em busca de musgo já não existe.
Olho para trás, para todos os meus natais e vejo que certamente não terão sido os mais ricos, os mais tradicionais, ou mesmo os melhores. Mas foram sempre os meus natais. E essa pequena crença fez com que todos os natais fossem perfeitos.
Este natal provavelmente não seria um dos meus natais. Não vai ser o mesmo, não vai ser o que quis, mas será com quem quero, porque sempre foi assim.
Não terei o meu pai comigo, companhia de todos os outros natais, e por isso será estranho. Menos um prato na mesa. Mesa que terá mais espaço, mas onde os meus olhos e as minhas recordações continuarão a ver a mesma mesa de tantos outros natais.
Sempre houve momentos que marcaram o natal.
A figura de barbas brancas marcou boa parte deles. Marcou quando ainda não era associada ao consumismo, quando a inocência apenas a invocava como simbolo mágico e unico da quadra.
Talvez nunca tenha querido deixar de acreditar. Mas no meu pai natal.
E acredito que um dia ele me deixa o carro de bombeiros no sapatinho ;)
feliz natal
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Muse no Atlântico


O meu concerto do ano, sem margem para dúvidas.
Depois de espicaçado pela demonstração de poder no Rock in Rio 2008, a curiosidade era enorme para ver estes senhores serem donos exclusivos do palco
Para quem não foi porque não quis, dêem uma olhadela ao espectáculo único que perderam. Quem foi, recordar isto é fantástico.
Mano, Malhas e Ruben, grande noite, a sequência Starlight - Plug in Baby - Time is running out foi um teste fortissimo aos pulmões!
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Impressionante
é a palavra que melhor descreve a arte genial de Kseniya Simonova, uma jovem que venceu a versão ucraniana de "Britain's got talent". Impossível não ficar tocado com as imagens. Obrigado Cristina pelo mail magnifico ;)
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A noite
sem convite e sem anúncio
surge A noite sem cerimónia.
Apregoa promessas Ilusões cantadas em trova
de engano e cegueira.
Mente Esconde Disfarça Troça
anula os imperfeitos E quem são os imperfeitos
se não a guarda de versos feitos?
surge A noite sem cerimónia.
Apregoa promessas Ilusões cantadas em trova
de engano e cegueira.
Mente Esconde Disfarça Troça
anula os imperfeitos E quem são os imperfeitos
se não a guarda de versos feitos?
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Estar doente
já se sabe, não dá com nada.
estar doente em tempo da gripe da moda é o que se pode chamar de "raixparta a sorte"...
é oficial, o pânico tomou o país de assalto e por cá ficou, qualquer sintoma (que até aqui não era mais que "um-qualquer-sintoma-de-qualquer-outra-coisa-sem-importância-de-maior) que se aproxime dos já anunciados da dita cuja é sinal de alarme.
ora, dito isto, também eu me alarmei.
amarelado na triagem, mascara na cara e sala de isolamento.
sozinho.
depois chegou um. e outro.
3. um tipo que passasse musica e tínhamos um baile de máscaras.
nada de gripe a, b ou c, toda a semana em casa a conselho do médico, sem trabalhar. e sem ter noticias do Sporting, a conselho de alguns amigos.
obrigado pelas mensagens de melhoras ;)
estar doente em tempo da gripe da moda é o que se pode chamar de "raixparta a sorte"...
é oficial, o pânico tomou o país de assalto e por cá ficou, qualquer sintoma (que até aqui não era mais que "um-qualquer-sintoma-de-qualquer-outra-coisa-sem-importância-de-maior) que se aproxime dos já anunciados da dita cuja é sinal de alarme.
ora, dito isto, também eu me alarmei.
amarelado na triagem, mascara na cara e sala de isolamento.
sozinho.
depois chegou um. e outro.
3. um tipo que passasse musica e tínhamos um baile de máscaras.
nada de gripe a, b ou c, toda a semana em casa a conselho do médico, sem trabalhar. e sem ter noticias do Sporting, a conselho de alguns amigos.
obrigado pelas mensagens de melhoras ;)
domingo, 8 de novembro de 2009
A rua
está sozinha.
Abandonada de virtudes E de rostos
A rua perde-se no traço e na curva Funde-se na sombra
porque
a Rua já não se importa A rua escreve
passos de memória e de gentes
Nua de sentido Vazia de cor Gasta de vida
meus senhores Apresento-lhes a rua
sem praça sem número Sem graça
Abandonada de virtudes E de rostos
A rua perde-se no traço e na curva Funde-se na sombra
porque
a Rua já não se importa A rua escreve
passos de memória e de gentes
Nua de sentido Vazia de cor Gasta de vida
meus senhores Apresento-lhes a rua
sem praça sem número Sem graça
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Mergulhou
de braços abertos
peito feito e fez-se ao mar
fundo, até onde se permitiu Até que a coragem cedeu
até ao Medo não se dizer seu
e Ele
não ser mais Eu
peito feito e fez-se ao mar
fundo, até onde se permitiu Até que a coragem cedeu
até ao Medo não se dizer seu
e Ele
não ser mais Eu
terça-feira, 13 de outubro de 2009
de volta à escola
e às inocências, divertidas inocências.
Que idade tens, pergunto eu
seis diz ele
mentira! cinco, diz a turma
seis, fiz seis ontem em casa!
não comecei de inicio, mas o meu inicio começa agora.
não sei por quanto tempo, não sei se até ao fim. se gosto, se gostam.
sei uma coisa. é bom estar de volta ;)
Que idade tens, pergunto eu
seis diz ele
mentira! cinco, diz a turma
seis, fiz seis ontem em casa!
não comecei de inicio, mas o meu inicio começa agora.
não sei por quanto tempo, não sei se até ao fim. se gosto, se gostam.
sei uma coisa. é bom estar de volta ;)
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Deste-me saudade
não mais que ontem nem amanha
não mais que todos os dias em que te procuro
à mesa
sentado a olhar
para onde não estás
Deste-me saudade. porque pensar na partida é caminhar até ao precipício da mágoa
e do vazio
Deste-me mais saudade quando te falei e não te ouvi
Quando precisei de um motivo para calar a dor e os argumentos faltaram
PORQUE SIM.
Porque quis que fizesse sentido sem o procurar, sem o ter.
Quis dizer-te
que o tempo corre devagar
que o tempo tem tempo
mas calei-me. mas deixei-me estar.
deixei de acreditar antes de falar
E o tempo calou.
Porque nos foi roubado.
Porque desapareceu o abraço, e não me cruzo em ti.
Quis pois, negar-me. Nem nisso me aceitei
Quis chamar-te e esperar-te de volta, esperar a tua voz cansada de mais um dia.
Mas a voz. A voz.
A voz não tem lugar neste quarto, nesta casa imensa e vazia de ti
Quis ouvir-te perguntar Como estás Como corre
e orgulhar-te na resposta. sorrir-te na resposta.
Deste-me saudade. Não é de agora. não é.
mas de todos estes malditos dias em
que te recordo e
não te deixo apagar
não te deixo partir
não te deixo não te deixo
nestes negros, malditos negros e longos dias
em que te olho na indiferente moldura e
me enches de saudade.
não mais que todos os dias em que te procuro
à mesa
sentado a olhar
para onde não estás
Deste-me saudade. porque pensar na partida é caminhar até ao precipício da mágoa
e do vazio
Deste-me mais saudade quando te falei e não te ouvi
Quando precisei de um motivo para calar a dor e os argumentos faltaram
PORQUE SIM.
Porque quis que fizesse sentido sem o procurar, sem o ter.
Quis dizer-te
que o tempo corre devagar
que o tempo tem tempo
mas calei-me. mas deixei-me estar.
deixei de acreditar antes de falar
E o tempo calou.
Porque nos foi roubado.
Porque desapareceu o abraço, e não me cruzo em ti.
Quis pois, negar-me. Nem nisso me aceitei
Quis chamar-te e esperar-te de volta, esperar a tua voz cansada de mais um dia.
Mas a voz. A voz.
A voz não tem lugar neste quarto, nesta casa imensa e vazia de ti
Quis ouvir-te perguntar Como estás Como corre
e orgulhar-te na resposta. sorrir-te na resposta.
Deste-me saudade. Não é de agora. não é.
mas de todos estes malditos dias em
que te recordo e
não te deixo apagar
não te deixo partir
não te deixo não te deixo
nestes negros, malditos negros e longos dias
em que te olho na indiferente moldura e
me enches de saudade.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
pensamos
e pensamos no plural, porque arcar com a afirmação pesa.
e pensamos e pensamos e não nos calamos
não olhamos à volta, não olhamos não olhamos
e só vemos que nada está e nada é aquilo que é. e negamos.
e rejeitamos.
e troçamos da Puta de sorte a minha! e outros que bem estão e eu que
mal me sinto.
eu que mal respiro e eu que mal me vejo
reencontrar a dúvida e dizê-la certeza com um amargo de boca
mais não é que o produto de um pensamento que se esgota nas palavras e se esgota em mim;
e pensamos.
pensamos,
há algo.
novo. neste chão. está mais alto, caminha-se de vertigens e de viagens por desvendar.
caminha-se de uma varanda para outra. de um para outro. bar, onde a letra
flui numa
voz de anjo sem asas sem nada.
onde a filha de alguém aproxima o que não está ao alcance do mais complexo pensamento.
onde o pregão ecoa um convite que afasta a noite e junta os imprevisíveis
e pensamos e pensamos e não nos calamos
não olhamos à volta, não olhamos não olhamos
e só vemos que nada está e nada é aquilo que é. e negamos.
e rejeitamos.
e troçamos da Puta de sorte a minha! e outros que bem estão e eu que
mal me sinto.
eu que mal respiro e eu que mal me vejo
reencontrar a dúvida e dizê-la certeza com um amargo de boca
mais não é que o produto de um pensamento que se esgota nas palavras e se esgota em mim;
e pensamos.
pensamos,
há algo.
novo. neste chão. está mais alto, caminha-se de vertigens e de viagens por desvendar.
caminha-se de uma varanda para outra. de um para outro. bar, onde a letra
flui numa
voz de anjo sem asas sem nada.
onde a filha de alguém aproxima o que não está ao alcance do mais complexo pensamento.
onde o pregão ecoa um convite que afasta a noite e junta os imprevisíveis
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
voltei ao topo da montanha
uma de muitas que imaginei
em tempos de puto
E grande que era a coragem
e a montanha
ali imponente e adormecida
que me fascinava me fazia desenhar ventos e
a ela me fazer Homem
pouco mais que puto Homem agora
e eu e a montanha e
a audácia destas mãos que ja cresceram
e ganharam rugas que
não sonham mais do mesmo.
ela e eu. os dois aqui. parte de mim esteve
sempre aqui Se alguma vez daqui saí
em tempos de puto
E grande que era a coragem
e a montanha
ali imponente e adormecida
que me fascinava me fazia desenhar ventos e
a ela me fazer Homem
pouco mais que puto Homem agora
e eu e a montanha e
a audácia destas mãos que ja cresceram
e ganharam rugas que
não sonham mais do mesmo.
ela e eu. os dois aqui. parte de mim esteve
sempre aqui Se alguma vez daqui saí
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
olhei o espelho
e não me encontrei.
procurei-me, por todos os cantos e outros mais que houvesse.
nada de mim soube e
então parti à minha procura.
fui por sítios que nem sei, a horas vadias
por dias e dias E dias sem dias
por sombras por ruas esguias
encostado a pálidas paredes frias.
assim e por lá andei tempos sem conta e quando me dei conta
estava De novo aqui.
Deixei de Me procurar. então, ai me vi.
procurei-me, por todos os cantos e outros mais que houvesse.
nada de mim soube e
então parti à minha procura.
fui por sítios que nem sei, a horas vadias
por dias e dias E dias sem dias
por sombras por ruas esguias
encostado a pálidas paredes frias.
assim e por lá andei tempos sem conta e quando me dei conta
estava De novo aqui.
Deixei de Me procurar. então, ai me vi.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
fui procurar a felicidade
bati à porta e entrei
sem pedir Posso porque a felicidade gosta de ser surpreendida
procurei, a felicidade não estava.
Encontrei o Vazio, Boas disse eu Por cá disse ele
E mais me disse, que a felicidade tinha ido de férias com o Acaso,
que por acaso se encontrava Algures.
E ali fiquei. como encontro eu a Felicidade perguntei.
o Vazio nada me disse, encolheu-se e seguiu para nenhures.
ao fechar a porta encontrei a Dúvida que se passeava com o Medo, mãos bem apertadas
passaram e fizeram conversa. fiz-me desapercebido.
e por ali continuei encolhido, quase sumido e quase sem saber de mim.
eis que ela chega, a Oportunidade. esperas a felicidade perguntou
e acrescentou Ela está por ai, matreira e preguiçosa não trabalha mas faz-se trabalhar
procura-a, e quando menos esperares, ela acaba por Te encontrar.
sem pedir Posso porque a felicidade gosta de ser surpreendida
procurei, a felicidade não estava.
Encontrei o Vazio, Boas disse eu Por cá disse ele
E mais me disse, que a felicidade tinha ido de férias com o Acaso,
que por acaso se encontrava Algures.
E ali fiquei. como encontro eu a Felicidade perguntei.
o Vazio nada me disse, encolheu-se e seguiu para nenhures.
ao fechar a porta encontrei a Dúvida que se passeava com o Medo, mãos bem apertadas
passaram e fizeram conversa. fiz-me desapercebido.
e por ali continuei encolhido, quase sumido e quase sem saber de mim.
eis que ela chega, a Oportunidade. esperas a felicidade perguntou
e acrescentou Ela está por ai, matreira e preguiçosa não trabalha mas faz-se trabalhar
procura-a, e quando menos esperares, ela acaba por Te encontrar.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
atirei-me ao chão
de alto a baixo, deixei-me cair
tombar e forçar-me à velha tábua que
sustenta este moribundo
que se deixa cair
que não se quer levantar
porque no chão é mais
e mais é chão e choro e noite.
dei por mim caído, sem saber porquê POR QUEM?
e lá, como aqui, nada mais. Ninguém.
tombar e forçar-me à velha tábua que
sustenta este moribundo
que se deixa cair
que não se quer levantar
porque no chão é mais
e mais é chão e choro e noite.
dei por mim caído, sem saber porquê POR QUEM?
e lá, como aqui, nada mais. Ninguém.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
a porta ficou aberta
entreaberta, para que entres sorrateira
para
que te chegues aqui e te encontres
que não fujas mais de ti nem tão pouco te persigas
para que sejas e me inventes
de novo.
para
que te chegues aqui e te encontres
que não fujas mais de ti nem tão pouco te persigas
para que sejas e me inventes
de novo.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
tudo o que começa
acaba. parece ser o principio lógico e mais básico.
marca um inicio, nasce um fim, incerto à partida mas uma garantia ao longo do caminho.
conhecer pessoas, sentir pessoas, trabalha-las e vivê-las é das coisas mais fantasticas e maravilhosas que se pode fazer nesta passagem.
amá-las é ainda mais. apenas mais. e mais tudo.
aprendi a amar há pouco tempo, e aprendi todos os dias, porque todos os dias amava mais e nunca cansei.
todos os dias amava mais e nunca parei, a adrenalina de algo a que chamamos paixão fez correr e pintar o sangue de vermelho-vida.
bater o coração a toque de intervenção. fez cantar e ao mundo contar o mistério de ser feliz.
olhar e nada dizer, pensar e sempre sorrir
olhar para o lado e sentir que estavas ali,
abraçar-te até o sol invadir este meu mundo. e assim se faz Amar
e contar histórias sem rumo certo, escrever em páginas invisiveis o maravilhoso que é sentir algo que toda a gente comenta e ninguém percebe. que invejam e não percebem que podem escrever semelhante.
sentimos e sentimo-nos como pessoas e com pessoas. que passaram, que quiseram, que marcaram. mudaram algo em nós e mudamos algo em alguém.
a força de acreditar nem sempre foi Força,
caímos e nem sempre foi a melhor mão que nos levantou. cedo ou tarde, algo se ergueu e deu forma à coragem e ao medo.
aprendi. não a lição, mas o principal.
que amar não é facil, é perigoso, é um jogo sem regras e de vitorias constantes.
que sabe bem, que dá vida à alma, que alimenta e inventa o ser.
que pode ter uma grande derrota se a chama se apagar.
que apagou. que fez e faz sofrer, deixar de acreditar, deixar de querer.
que magoa, que fere, que destroi.
mas que valeu cada segundo em que viveu, em que fez viver.
"o sonho so termina quando o sonhador deixar"
Ainda acredito que sim.
____
Para ti, que me ensinaste a amar e um dia me deste a mão.
Para o teu outro "eu" que espero que um dia volte a ser o que sonhei e gostaste.
marca um inicio, nasce um fim, incerto à partida mas uma garantia ao longo do caminho.
conhecer pessoas, sentir pessoas, trabalha-las e vivê-las é das coisas mais fantasticas e maravilhosas que se pode fazer nesta passagem.
amá-las é ainda mais. apenas mais. e mais tudo.
aprendi a amar há pouco tempo, e aprendi todos os dias, porque todos os dias amava mais e nunca cansei.
todos os dias amava mais e nunca parei, a adrenalina de algo a que chamamos paixão fez correr e pintar o sangue de vermelho-vida.
bater o coração a toque de intervenção. fez cantar e ao mundo contar o mistério de ser feliz.
olhar e nada dizer, pensar e sempre sorrir
olhar para o lado e sentir que estavas ali,
abraçar-te até o sol invadir este meu mundo. e assim se faz Amar
e contar histórias sem rumo certo, escrever em páginas invisiveis o maravilhoso que é sentir algo que toda a gente comenta e ninguém percebe. que invejam e não percebem que podem escrever semelhante.
sentimos e sentimo-nos como pessoas e com pessoas. que passaram, que quiseram, que marcaram. mudaram algo em nós e mudamos algo em alguém.
a força de acreditar nem sempre foi Força,
caímos e nem sempre foi a melhor mão que nos levantou. cedo ou tarde, algo se ergueu e deu forma à coragem e ao medo.
aprendi. não a lição, mas o principal.
que amar não é facil, é perigoso, é um jogo sem regras e de vitorias constantes.
que sabe bem, que dá vida à alma, que alimenta e inventa o ser.
que pode ter uma grande derrota se a chama se apagar.
que apagou. que fez e faz sofrer, deixar de acreditar, deixar de querer.
que magoa, que fere, que destroi.
mas que valeu cada segundo em que viveu, em que fez viver.
"o sonho so termina quando o sonhador deixar"
Ainda acredito que sim.
____
Para ti, que me ensinaste a amar e um dia me deste a mão.
Para o teu outro "eu" que espero que um dia volte a ser o que sonhei e gostaste.
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